Categoria: DeAlice
Poesia da casa – Eu, deserto, você, oásis
![❁[Ane of The Wild Hunt]❁ | Fotografie natuur, Landschappen ...](https://i.pinimg.com/originals/ff/41/f2/ff41f2cc125ac1a4040848894ae2da9d.jpg)
Neste deserto em que sozinha eu caminhava A areia queimava meus pés cansados Enquanto o vento cortava minha face O sol inclemente me causticava pele Mas eu precisava seguir, sempre adiante Ainda que a sede me tirasse as forças E a tristeza dominasse minha alma Quando acreditei não mais poder prosseguir eu encontrei você – feito de verde paz Era água, era sombra, era aconchego E você me abriu os braços como um oásis Deixei-me assim acolher, sedenta e carente Fora longa a caminhada pelas quentes areias Em você eu fiquei, recostei, descansei Sua sombra acalmou o calor da minha pele Sua água matou a sede de tanto tempo Seu abraço apagou o cansaço do caminho Ali ficamos, eu deserto abrigada em seu frescor Você oásis se alimentando de meu deserto Mas um dia foi preciso partir – é a vida Eu, nômade, sempre a partir e a buscar Você oásis, sempre a ficar e a abrigar Deixei seu aconchego, seu seguro abrigo E em lágrimas parti em busca de mim Você, imóvel, chorando a minha partida Assim nos separamos. Trouxe sua água em mim Deixei minha areia para sempre em você Eu não podia ficar e nunca voltaria Você não podia partir e me disse adeus Para sempre viveríamos dessa doce lembrança: Você, o oásis no deserto de minha vida Eu, deserto e vida, em você, oásis (Imagem: banco de imagens Google)
Memória do blog – Cacos

Não ouviu o ruído do cristal se partindo.
Sentiu o coração apertado ao constatar a perda
Mesmo sendo antigo, mesmo desgastado pelo tempo
Era algo que trazia consigo há algumas décadas,
E não desejava ver tudo destruído tão de repente.
Olhou os pedaços espalhados brilhando sobre o tapete
Abaixou-se e começou a recolher cada brilho, cada fagulha
Alguns, mesmo lindos, mesmo pequenos, feriam seus dedos
Fazendo sangrar as lembranças de tempos idos, distantes
Tantos caquinhos que juntos tinham formado esse todo
Que agora chegava ao fim. Como a própria vida,
Tudo encontra seu fim, de alguma maneira, anunciada
Ou inesperada, mas há um momento em que se acaba.
Tentou, ainda, colocar cada pedacinho em seu lugar
Na frágil esperança que tudo poderia ser reconstruído.
Viu que era irrecuperável. Acabou de ajuntar
Todos os cacos ali espalhados, como lágrimas caídas
Colocou com carinho em um mesmo potinho
E, sentindo os olhos se umedecerem,
Jogou fora o que sobrara daquilo que um dia
Até mesmo chamara de amor. Mas acabou.
(Imagem: banco de imagens Google)
Sem fim

Não querer sentir pode ser amar
Desistir pode ser continuar
a vida é feita de enigmas
de jogos e muito sofrimento.
A maior de todas as derrotas
não é perder a luta ou batalha
mas a maior derrota é desistir.
O destino põe todos à prova:
passa rasteira, dá golpe baixo,
para testar a capacidade
da resistência de cada um.
Por isso, não desista de nada -
Nem da vida, de mim, nem de você,
insista, persista, permaneça
que só vale a pena viver a dois.
Tenha sempre sua alma aquecida.
Nunca deixe seu coração esfriar.
Ou o amor morrerá de frio.
Venha, segure sempre a minha mão.
Sua asa solitária nunca o
levará ao alto ou longe que
sonhou. Use a minha. Vamos juntos.
Vamos voar além da realidade
Vamos voar todos nossos sonhos...
(Imagem: banco de imagens Google)
Reticências…
Adoro reticências... Aqueles três pontos intermitentes que insistem em dizer que nada está fechado, que nada acabou, que algo sempre está por vir! A vida se faz assim! Nada pronto, nada definido. Tudo sempre em construção. Tudo ainda por se dizer... Nascendo... Brotando... Sublimando... Vivo assim... Numa eterna reticência... Para que continuar ponto final! O que seria de nós sem a expectativa de continuação... (autoria desconhecida)
(Imagem: foto de Maria Alice)
Adeste fidelis
Um Santo Natal aos que crêem. Oram. E acreditam que Natal é o nascimento do Deus que se fez Homem entre nós.https://www.youtube.com/embed/9rUFy3Id7aI
Agora, com legenda: