A todas as pessoas que passaram pela minha vida; às que ficaram e às que não ficaram; às pessoas que hoje são presença, àquelas que são ausência ou apenas lembrança… – desde 2008 –
Depois de mais de uma semana com pane nos sistemas de rede da minha casa, volto à vida virtual.
Simplesmente não havia sinal porque um aparelho de certa marca, que deveria espalhar o sinal da internet, estava interrompendo a saída da rede. Detalhe: não tenho esse aparelho instalado na minha rede. Nem na central onde entra a internet nem nos demais sistemas instalados na casa. Era um aparelho fantasma.
Mas, deixando o mistério de lado, problema resolvido, aqui estou novamente, devidamente enredada.
Não se há questionar se é melhor ou se é pior viver sem internet. Atualmente é impossível.
Precisava pagar a anuidade do meu sindicato – cuja única função é cobrar a anuidade.
Ontem fui até a sede. Atendida, fui informada que o pagamento precisava ser através do site. Que o escritório não podia imprimir o boleto.
Ok, pensei. E como fazer isso sem internet? E hoje era o último dia para pagar a anuidade com desconto.
E os demais boletos – desde as taxas de condomínio até o boleto das entregas do laticínio, tudo enviado por e-mail.
O banco não quer fazer atendimento presencial. Manda para o atendimento online.
Em síntese, vivemos online, ainda que detestemos que seja assim. Não há saída.
Claro que a caixa de e-mail estava atoladíssima de mensagens. Sérias, bobagens e spans.
E, mais claro ainda, que praticamente apaguei tudo sem ler, com exceção dos boletos…
Não gosto da vida virtual.
Gosto de viver de verdade.
Mas reconheço que, nesse mundo moderno e, em especial, em tempos de isolamento social em razão da pandemia da peste chinesa, temos de ter uma parcela de vida virtual, ou estaremos socialmente mortos…
Desconheço a autoria, mas, para quase tudo, só posso dizer: EU TAMBÉM. Moi aussi. Anche io. Yo también. Me too. Ich auch. Já také.
Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo. Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos. Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso. Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos. Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem. Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram. Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir. Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi. Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto. Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir. Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam. Já tive crises de riso quando não podia. Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva. Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse. Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar. Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros. Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros. Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz. Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava. Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade… já tive medo do escuro, hoje no escuro “me acho, me agacho, fico ali”. Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais. Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria. Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava. Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda. Já chamei pessoas próximas de “amigo” e descobri que não eram… algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim. Não me deem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração! Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente! Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre! Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes. Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: – E daí? EU ADORO VOAR!