Dia de poesia – Manuel Bandeira – Pasárgada

Não foste embora pra Pasárgada.
Não era teu destino.
Não te habituarias lá.
Em teu território próprio, intransferível,
nem rei nem amigo de rei,
és puramente aquele lúcido
e dolorido homem experiente
que subjugou seu desespero
a poder de renúncia, vigília e ritmo.

(Imagem: tumba de Ciro, em Pasárgada, antiga cidade Persa – banco de imagens Google)

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