Memória – Poesia da casa – De passagem

Veio com brisa tão leve
- Uma pluma a flutuar
Não tinha nenhum destino
Só um desejo: passar

E como se fosse um beijo
Roubado sem um abraço
Deixou o rastro apertado
De um nó onde fora laço

Se não podia ficar
Se era só de passagem
Por que ficou tanto tempo
Antes de seguir viagem?

Não há antes nem depois
Só o instante da magia
Daquele beijo furtivo
Mas dado com maestria

Uma passagem tão breve
Deixou a fieira de pena
Que traz de volta a saudade
Ao sentir a brisa serena 

Passou o tempo cruel 
E o trinco da madrugada, 
Chegado o fim do caminho 
Então não resta mais nada

(Imagem Wattpad)

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