Post-it

Sobre a mesa, um bloquinho “post-it”. Que é de máxima utilidade.     

Mas nenhuma mensagem anotada.      

Há tanto a fazer, mas nada ali escrito.      

Não adianta. O tempo não permite sequer uns minutos para anotar as tarefas do dia. Que, na verdade, nem há necessidade de se anotar, pois que se repetem tristemente iguais.      

Às vezes a vida se torna um tédio.

Na verdade, a vida oscila entre o caos e o tédio.       

E não há como dar conta de tudo. Por isso tanto se corre e pouco se faz. Talvez o tempo esteja passando muito depressa, ainda que tenhamos a sensação de que não está nem passando.     

Porque estamos desmotivados depois de tanto isolamento, tantas falências, tanta falta de sensibilidade daqueles que deveriam olhar para e pelo povo.    

O aumento notável de moradores de rua e pedintes nas esquinas causam sofrimento. É triste ver que famílias estão nas ruas, que a fome e a miséria continuam avançando sobre a população desvalida.   

Mas os interesses políticos estão acima de tudo.     

Provavelmente esses políticos olham para o povo e pensam: “Que morram de fome”; e serão enterrados como vítimas de covid.     

Isso é o que interessa.     

Ontem subi no elevador do hospital com duas funcionárias que saíam da “cerimônia” (ou palhaçada?) do governador que fez questão de estar presente no início da vacinação.

Ambas se dando a maior importância, achando que estavam salvando o mundo. Talvez nem o próprio emprego esteja salvo…       

E assim caminha a triste humanidade que voltou a olhar para o céu e esperar o maná. Sem perceber que, na nossa vida, o máximo que cai do céu é chuva. E, às vezes, ácida.  

Vou pegar uns lápis e fazer desenhos gregos nesse bloquinho. Distrair mente e a mão.

Texto de Erma Bombeck – Se eu pudesse viver de novo

Correção – recebido como se fosse de Gabriella Kormann, na verdade esse texto é de autoria da americana Erma Bombeck.

Eu teria ficado na cama quando estava doente em vez de achar que o mundo iria desabar se eu não fosse trabalhar naquele dia.

Eu teria acendido a vela cor-de-rosa esculpida em forma de flor antes que ela derretesse por estar guardada.

Eu teria falado menos e escutado mais. Teria convidado amigos para jantar mesmo que meu tapete estivesse manchado ou que o sofá estivesse desbotado.

Eu teria comido pipocas na sala “boa” e me preocupado bem menos com a sujeira quando alguém quisesse acender a lareira.

Eu teria escutado com mais atenção as histórias que meu Pai contava sobre a sua juventude.

Eu teria dividido mais responsabilidades com meu marido.

Eu jamais iria insistir para que as janelas do carro fossem fechadas num dia de verão porque meu cabelo estava bem penteado.

Eu teria gargalhado e chorado menos na frente da televisão e mais enquanto observava a vida.

Eu teria me sentado na grama mesmo que ficasse com a roupa manchada.

Eu jamais teria comprado algo apenas por ser prático, disfarçar a sujeira ou com garantia de duração por toda a vida.

Em vez de desejar que passassem logo os nove meses de gravidez, eu teria apreciado cada momento e compreendido que a maravilha que estava crescendo dentro de mim era minha única chance na vida de ajudar Deus a fazer um milagre.

Quando minhas crianças me beijassem impetuosamente, eu jamais iria dizer: “Depois. Agora, vá lavar as mãos para o jantar”.

Haveria mais “Eu te amo”. Mais “Desculpe”.

Porém, mais do que tudo, se eu tivesse outra chance, aproveitaria cada minuto, prestaria realmente atenção, viveria intensamente.

Pare de preocupar-se com coisas insignificantes.

Não dê importância a quem não gosta de você, a quem tem mais, ou quem está fazendo o quê. Em vez disso, aprecie e valorize os relacionamentos que você tem com aqueles que lhe querem bem.

Vamos pensar sobre as bênçãos que recebemos, e o que fazemos todos os dias para melhorarmos mentalmente, fisicamente, emocionalmente.

Texto atribuído a Frida Kahlo – Não vou te pedir nada

Eu não vou te pedir que me dê um beijo. Nem que peças perdão quando acredito que o que você fez foi mal ou que tenha se equivocado. Tampouco vou pedir que me abraces quando isso seja o que mais necessito, ou que me convide a jantar no dia do nosso aniversário.

Não vou te pedir que venhamos a recorrer o mundo, a viver novas experiências, e muito menos vou te pedir que me dê a mão quando estejamos na metade dessa cidade.

Não vou te pedir que me digas o quão bonita estou, ainda que seja mentira, nem que me escrevas nada belo. Tão pouco vou te pedir que me chames para contar como foi o seu dia, nem que me diga que sente a minha falta.

Não vou te pedir que me agradeças por tudo que faço por ti, e que se preocupes comigo quando os meus ânimos estão no chão, e claro, não pedirei que me apoie em minhas decisões. Tão pouco vou pedir que me escutes quando tenho mil histórias para lhe contar.

Não vou pedir que me faças nada, nem sequer que fique ao meu lado para sempre.

Porque se tenho que lhe pedir, já não o quero!

Tempo

O tempo, atemporal, nada nos pergunta nem nos concede

Apenas, inexorável, nos vê passar

O tempo é passado, é presente, é futuro

É tudo e é nada, nos busca e nos leva

Ah tempo, não quero passar

Quero ficar, permanecer, estagnar

Não quero as noites sucedendo os dias

Não quero marcar anos em calendários vividos

Traz de volta, tempo, meus dias, meus anos

Passei sem viver, sem ver, sem gozar

Onde está minha vida, minha juventude?

Traz de volta, tempo, minha vida

Foi muito rápido, não vivi tudo o que queria

Deixa-me voltar, tempo, aos anos já idos

Deixa-me viver mais devagar uma vida nova

Tempo, sua crueldade me assusta

Eu passei, tempo, e você, impassível,

Não me alertou que o fim se anunciava

Deixa, tempo, que eu volte

Não vivi tudo o que pretendia…

Mundo moderno, vida atual

Conexão de rede global. world wide web, conexão de linhas a | Vetor Premium

Depois de mais de uma semana com pane nos sistemas de rede da minha casa, volto à vida virtual.

Simplesmente não havia sinal porque um aparelho de certa marca, que deveria espalhar o sinal da internet, estava interrompendo a saída da rede. Detalhe: não tenho esse aparelho instalado na minha rede. Nem na central onde entra a internet nem nos demais sistemas instalados na casa. Era um aparelho fantasma.

Mas, deixando o mistério de lado, problema resolvido, aqui estou novamente, devidamente enredada.

Não se há questionar se é melhor ou se é pior viver sem internet. Atualmente é impossível.

Precisava pagar a anuidade do meu sindicato – cuja única função é cobrar a anuidade.

Ontem fui até a sede. Atendida, fui informada que o pagamento precisava ser através do site. Que o escritório não podia imprimir o boleto.

Ok, pensei. E como fazer isso sem internet? E hoje era o último dia para pagar a anuidade com desconto.

E os demais boletos – desde as taxas de condomínio até o boleto das entregas do laticínio, tudo enviado por e-mail.

O banco não quer fazer atendimento presencial. Manda para o atendimento online.

Em síntese, vivemos online, ainda que detestemos que seja assim. Não há saída.

Claro que a caixa de e-mail estava atoladíssima de mensagens. Sérias, bobagens e spans.

E, mais claro ainda, que praticamente apaguei tudo sem ler, com exceção dos boletos…

Não gosto da vida virtual.

Gosto de viver de verdade.

Mas reconheço que, nesse mundo moderno e, em especial, em tempos de isolamento social em razão da pandemia da peste chinesa, temos de ter uma parcela de vida virtual, ou estaremos socialmente mortos…

Quero-te – texto de autoria desconhecida

Quero-te como o ar que respiro

com a urgência das manhãs

e dos gestos desfeitos

Quero-te com a imensidão das coisas feitas

e das coisas por fazer

com as luas e com os sóis 

ainda por acontecer

Quero-te querendo-te

assim sem mais explicações

sem vírgulas, sem pontos

nem reticências

Quero-te pela cor da pupila

desenhando-me sorrisos

e inventando-me caminhos

“Querote”, assim junto, sem qualquer traço

porque não permito que nada nos afaste ]

nem se meta de permeio

entre o teu abraço 

e o meu

(desconheço a autoria)