21 de março – Dia Mundial da Poesia

Luar na mata, raio de luz

Ruído de água, canto do vento

Terra sonhada, sol que aquece

Alma encantada, som de desejo

Corações em sintonia, mãos que acarinham

Olhos nos olhos, palavras de ternura

Lágrimas de emoção, penas e angústia

Tudo o que importa na vida,

Sonho de amor, paixão infinita,

Poesia.

(Imagem: foto de Maria Alice)

Dia de Poesia – Sol Holande – Saudade

E bateu uma saudade...
Saudade do teu abraço...
Saudade do nosso abraço...
Do teu cheiro...
Saudade do nosso cheiro...
Do som da tua voz...
Saudade do som das nossas vozes, 
misturadas...
Saudade do seu sorriso
do seu olhar de "interrogação"...
Saudade de você...
Saudade de andar de mãos dadas,
Saudade daquele café na padaria,
numa manhã qualquer de domingo...
Saudade da gente...

(Imagem: banco de imagens Google)

Última chuva do verão

“… É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira…

É um belo horizonte, é uma febre terça
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração…”
(Antonio Carlos Jobim)

Chove. Anoiteceu chovendo muito, intensamente.

É a última chuva do verão, que amanhã se irá para voltar em dezembro.

Escuto a chuva. Adoro chuva. Adoro ver chover. Adoro ouvir e ver a chuva.

Sem raios, sem trovões, apenas água. Água linda, que cai limpando o ar e purificando a Terra. Bênção divina.

Verei outras chuvas?

Verei outros verões?

Quem sabe, ou pode afirmar?

Esse foi um triste verão, sem cores, sem sol, sem alegria.

Se houve cores, se houve sol, se houve alegria, não percebi.

Saindo de uma peste para entrar numa guerra, só para dizer o que se passa lá fora.

E a bagunça que reina aqui dentro impede ver qualquer sinal de um típico verão.

Mesmo que não mais esteja aqui, tenho certeza que em dezembro o verão estará de volta. E no próximo ano, neste dia, uma linda chuva virá para cumprir a sina das “águas de março fechando o verão”.

(Imagem: foto de Maria Alice)

Memória – O traste da paixão

Não te espero, só porque te quero. Te quero, como sei que eu nunca quis alguém assim. Não te espero, só porque te quero. É porque te quero só pra mim… Te quero na minha vida, na minha paixão. Te espero, em todos os momentos e não só na solidão.(Celi Luzzi)

Ah, a paixão… a velha e boa paixão…

Chega de repente, nem se sonhava que estava a caminho. Pega de surpresa e se espalha. A paixão toma todo o corpo, ocupa todos os espaços. Torna-se obsessão, ideia fixa. Já não se sente mais necessidade de comer, de dormir, de conviver. Basta a existência, a atenção e a companhia do ser que despertou toda essa torrente de emoções.

Segue-se como encantado, com o sonho invencível de consumar a paixão, a necessidade de saber onde o outro está, o que faz, o que pensa…

De vez em quando a paixão é recíproca – aí é a pura maravilha, porque quando correspondida, a vida se torna colorida, sinos tocam sem cessar, anjos cantam dia e noite, tudo é encantamento.

Geralmente, no entanto, a paixão não é via de duas mãos – enquanto um está intensamente apaixonado, o outro só está passando o tempo, esperando que alguém mais conveniente apareça. E finge paixão.

E promete, e faz sonhar, deixa o apaixonado nas nuvens. Até o dia em que aparece o que esperava – mesmo que seja um traste imprestável – e deixa o apaixonado falando sozinho, até este perceber que a paixão era via de uma só mão.

E, pelo traste pelo qual foi substituído, o apaixonado acaba se dando conta do traste imprestável pelo qual se apaixonara…

(Imagem: banco de imagens Google)

Sem focinheira – até que enfim!!!!!!!!!!!

Amanhã completaremos dois anos de pesadelo. Dois anos do dia que nos tiraram o futuro. Dois anos que nos obrigaram a ficar em casa, ir à falência, perder o emprego, morrer de fome, usar álcool gel (eca, coisa pegajosa e nojenta) e usar máscaras. Roubaram nossos sorrisos. Nossa vontade de conviver.

Amanhã.

Um dia nos permitiram sair de casa. Mas não nos devolveram os empregos que se acabaram para sempre. Não reabriram a empresas que não aguentaram o tempo de lockdown.

Um dia pararam de enfiar o asqueroso álcool gel nas nossas mãos em todos os lugares que tentamos entrar.

E hoje – HOJE – faltando um dia para os dois anos, exatamente 729 dias depois de declarada a pandemia, fomos alforriados no nosso Estado.

NÃO MAIS SOMOS OBRIGADOS A USAR MÁSCARAS!!!!!!!!!!! A partir de hoje, de agora, deste momento, SEM FOCINHEIRA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Os donos de fábricas de batom (aqueles que não faliram) devem estar felizes. Porque se os donos de fábrica de máscaras foram os que mais lucraram com essa besteirada (depois, claro, dos grandes laboratórios e das redes de farmácias) foram dos donos de fábricas de batom os maiores prejuízos.

ALFORRIA GERAL – LIVRES DAS MÁSCARAS! ALELUIA!

(Imagens: fotos de Maria Alice)