C'est une chanson pour les enfants Qui naissent et qui vivent entre l'acier Et le bitume entre le béton et l'asphalte Et qui ne sauront peut-être jamais Que la terre était un jardin Il y avait un jardin qu'on appelait la terre Il brillait au soleil comme un fruit défendu Non ce n'était pas le paradis ni l'enfer Ni rien de déjà vu ou déjà entendu Il y avait un jardin une maison des arbres Avec un lit de mousse pour y faire l'amour Et un petit ruisseau roulant sans une vague Venait le rafraîchir et poursuivait son cours. Il y avait un jardin grand comme une vallée On pouvait s'y nourrir à toutes les saisons Sur la terre brûlante ou sur l'herbe gelée Et découvrir des fleurs qui n'avaient pas de nom. Il y avait un jardin qu'on appelait la terre Il était assez grand pour des milliers d'enfants Il était habité jadis par nos grands-pères Qui le tenaient eux-mêmes de leurs grands-parents. Où est-il ce jardin où nous aurions pu naître Où nous aurions pu vivre insouciants et nus, Où est cette maison toutes portes ouvertes Que je cherche encore et que je ne trouve plus.
Dia da Poesia – quando a poesia vem em forma de canção
Oh! tristeza me desculpe, Estou de malas prontas, Hoje, a poesia veio ao meu encontro Já raiou o dia, vamos viajar... Vamos indo de carona, Na garupa leve, de um vento macio, Que vem caminhando, Desde muito longe, Lá do fim do mar... Vamos visitar a estrela, Da manhã raiada, Que pensei perdida, Pela madrugada, Mas que vai escondida, Querendo brincar... Senta nessa nuvem clara Minha poesia, anda, se prepara traz uma cantiga Vamos espalhando música no ar Olha quantas aves brancas, Minha poesia, dançam nossa valsa, Pelo céu, que o dia, Fez todo bordado de raios de sol... Oh! poesia, me ajude, Vou colher avencas, lírios, rosas, dálias, Pelos campos verdes, que você batiza, De jardins do céu... Mas, pode ficar tranqüila, Minha poesia, pois nós voltaremos, Numa estrela guia, num clarão de lua, Quando serenar... Ou talvez, até quem sabe, Nós só voltaremos, num cavalo baio, No alazão da noite, cujo nome é raio, Raio de luar...
(Paulo Cesar Pinheiro e João de Aquino)
Memória – de esperança

Esperança – sustento dos sonhos, alimento da alma.
Muitas vezes é o único fio que ainda nos prende à vida.
Feita da mesma matéria da espuma do mar e das nuvens, é o mais tenaz dos sentimentos. Resiste. Sua missão, tão difícil, é assoprar continuamente as brasas da existência que ainda restam sob as cinzas das desilusões.
A cargo da esperança está nossa vontade de viver, de lutar, de seguir adiante. Ou já teríamos desistido de tudo.
Um único ponto de luz no nosso futuro é exatamente uma estrelinha brilhante que a esperança ali colocou. Para nos manter vivos.
E vamos em busca de alcançar essa estrelinha, que se afasta sempre que nos aproximamos. Mas a esperança, atenta, não nos deixa esmorecer.
E continuamos.
Mas, às vezes, a esperança se distrai, e desabamos.
Porque viver só de esperança é desanimador.
E isso faz lembrar uma velha trova “espero… pobre esperança / que já me resta tão pouca; / esperança também cansa / e às vezes amarga a boca”.
(Imagem: quadro de Miguel Ângelo Barbosa)
Texto de Arnaldo Jabor

É melhor você ter uma mulher engraçada do que linda, que sempre te acompanha nas festas, adora uma cerveja, gosta de futebol, prefere andar de chinelo e vestidinho, ou então calça jeans desbotada e camiseta básica, faz academia quando dá, come carne, é simpática, não liga pra grana, só quer uma vida tranquila e saudável, é desencanada e adora dar risada. Do que ter uma mulher perfeitinha, que não curte nada, se veste feito um manequim de vitrine, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a sequência de bíceps e tríceps. Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas e daí? Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução. Mas ainda não criaram um remédio pra FUTILIDADE!!!
Para um final de noite de sexta-feira, só saudade
Dia de poesia – Marco Antonio Alvarenga – À Poesia

Te escrevo, como descrevendo a vida, às vezes amarga, ás vezes doce, mas sempre intensa…
Te escrevo com ânsia, como se fora o ar que respiro, como a água que necessito…
Te escrevo, como se eu tocasse a flor, com a carícia de um poeta e a suavidade da brisa…
Te escrevo, com a ira de um vulcão em erupção, na intensidade do ódio, na fúria insana…
Te escrevo, no transcorrer do tempo, quando nasce o dia e morre a noite…
Te escrevo à minha maneira, com a essência da alma e o corpo inteiro…
(Transcrito, com a imagem, da página do poeta no do facebook)