Poesia da casa – Não solte da minha mão

Por isso eu peço: segure para sempre minha mão
Quando eu atravessei vales sombrios
E também estive em mares revoltos
Eu, muitas vezes, tive tanto medo

Precisava de você então a meu lado.
Porque não tinha forças para ir sozinha
Mas, de mãos dadas com você, tudo isso
Eu superei, e segui o caminho certo

Eram pedras, eram espinhos e eram flores
A cada trecho do caminho, uma surpresa
Guiada por suas mãos firmes e amigas
Eu ia confiante, feliz e sem receios

Agora você ameaça partir, tudo tão de repente
Deixando-me aqui, sem rumo e sem norte
Sem estar preparada para então seguir sozinha
Por favor, eu imploro: não solte nunca da minha mão.

(Imagem: imagem de iStock)

Poesia da casa – Um barquinho de papel

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Ligeiro desce meu barco

embalado pelo amor

na corredeira da paixão.

Segue seu curso tão livre

ébrio de felicidade,

desejo, atração, tudo intenso.

E ele corre ligeiro

rumo aos braços do meu amado,

buscando esse outro barco,

vai sempre firme, ansioso

e não se cansa nem desiste

em busca de seu destino.

Agora volta meu barco

contra toda a correnteza

tentando superar a tristeza

de apenas ter encontrado

um barco vazio de afeto

que não lhe tinha apego.

Vagaroso, vai sem querer

seguir em seu triste trajeto,

meu pobre barco desfeito.

Não era de boa madeira

igual a esse amor que morreu

em uma triste madrugada:

era um barco de papel

era apenas um falso amor

desfez-se na noite dos tempos

levado pela enxurrada,

era um barquinho de papel,

era um amor de mentirinha

(Imagem: banco de imagens Google)

Dia de Poesia – Guilherme de Almeida – Nós

Turismo na terceira idade em Alagoas -
Quando as folhas caírem nos caminhos,

ao sentimentalismo do sol poente,

nós dois iremos vagarosamente,

de braços dados, como dois velhinhos,

 

e que dirá de nós toda essa gente,

quando passarmos mudos e juntinhos?

- "Como se amaram esses coitadinhos!

como ela vai, como ele vai contente!"

 

E por onde eu passar e tu passares,

hão de seguir-nos todos os olhares

e debruçar-se as flores nos barrancos...

 

E por nós, na tristeza do sol posto,

hão de falar as rugas do meu rosto

hão de falar os teus cabelos brancos.

(Imagem: banco de imagens Google)

Dia de poesia – Roberto Ferrari – Madrugada

Sinto o vento tocar minha face

Sinto teu abraço terno

Vamos nos entregar aos nossos desejos

Acarinha minha alma

Quero te beijar

Sentir teus lábios junto aos meus

Fala de amor, fala de nós

Diz que me ama

E sempre serei teu

Por toda a minha vida

Escutarei no murmúrio da noite

Teu nome

E sentirei a Lua a nos abençoar

Porque sempre seremos um

E nesta fria madrugada

Nosso amor aquecerá nossos corações

Em uma grande sinfonia enamorada

Então tu serás eterna

Nos meus versos apaixonados…

(Imagem: foto de Maria Alice)