Mundo moderno, vida atual

Conexão de rede global. world wide web, conexão de linhas a | Vetor Premium

Depois de mais de uma semana com pane nos sistemas de rede da minha casa, volto à vida virtual.

Simplesmente não havia sinal porque um aparelho de certa marca, que deveria espalhar o sinal da internet, estava interrompendo a saída da rede. Detalhe: não tenho esse aparelho instalado na minha rede. Nem na central onde entra a internet nem nos demais sistemas instalados na casa. Era um aparelho fantasma.

Mas, deixando o mistério de lado, problema resolvido, aqui estou novamente, devidamente enredada.

Não se há questionar se é melhor ou se é pior viver sem internet. Atualmente é impossível.

Precisava pagar a anuidade do meu sindicato – cuja única função é cobrar a anuidade.

Ontem fui até a sede. Atendida, fui informada que o pagamento precisava ser através do site. Que o escritório não podia imprimir o boleto.

Ok, pensei. E como fazer isso sem internet? E hoje era o último dia para pagar a anuidade com desconto.

E os demais boletos – desde as taxas de condomínio até o boleto das entregas do laticínio, tudo enviado por e-mail.

O banco não quer fazer atendimento presencial. Manda para o atendimento online.

Em síntese, vivemos online, ainda que detestemos que seja assim. Não há saída.

Claro que a caixa de e-mail estava atoladíssima de mensagens. Sérias, bobagens e spans.

E, mais claro ainda, que praticamente apaguei tudo sem ler, com exceção dos boletos…

Não gosto da vida virtual.

Gosto de viver de verdade.

Mas reconheço que, nesse mundo moderno e, em especial, em tempos de isolamento social em razão da pandemia da peste chinesa, temos de ter uma parcela de vida virtual, ou estaremos socialmente mortos…

Quero-te – texto de autoria desconhecida

Quero-te como o ar que respiro

com a urgência das manhãs

e dos gestos desfeitos

Quero-te com a imensidão das coisas feitas

e das coisas por fazer

com as luas e com os sóis 

ainda por acontecer

Quero-te querendo-te

assim sem mais explicações

sem vírgulas, sem pontos

nem reticências

Quero-te pela cor da pupila

desenhando-me sorrisos

e inventando-me caminhos

“Querote”, assim junto, sem qualquer traço

porque não permito que nada nos afaste ]

nem se meta de permeio

entre o teu abraço 

e o meu

(desconheço a autoria)

Poesia da casa – Um poema para você…

Eu queria ser poeta para falar da minha paixão

e assim conseguir mostrar meu amor por você;

eu queria escrever um poema usando a caneta da alma  

e a tinta do sangue do sentimento mais doce. 

Escrever sobre o brilho ímpar dos seus olhos

da meiguice de suas mãos e do gosto único da sua boca   

Descrever o arrepio que me percorre todas as vezes em que você

me enlaça e me aperta em um abraço de ternura e me  beija  

Do torvelinho de sentimentos que me confundem, me arrebatam

E me fascinam e me fazem sonhar  quando penso em você       

Da saudade doída que não me deixa um só instante nessa vida

E da vontade de você que me persegue em todos os segundos

 Se eu fosse poeta eu descreveria tudo isso em um poema

que pudesse traduzir em palavras tudo o que sinto

Escreveria sobre nossos sonhos e todos os nossos planos  

Sobre a esperança de estarmos sempre juntos nessa vida

e assim um dia, felizes, morrermos no abraço final     

Escreveria da alegria de ouvir sua voz e sua risada todos os dias

E da ansiedade ao ouvir seus passos a cada volta sua  

Se eu fosse poeta escreveria um poema vindo direto do coração

Só para poder dizer, todos os dias, com emoção,

O quanto eu amo e vivo apenas porque você existe

E ainda escreveria que você é a imagem da minha felicidade      

Queria ser poeta para conseguir, apenas com minhas palavras,

não só falar de amor, mas também tocar seu coração

E que quando você lesse esse meu poema, escrito para você,

pleno de pura paixão, escrito com a essência de minha alma,

Você olhasse longamente no fundo nos meus olhos,

e entre lágrimas, emocionado, dissesse: Te amo!

Só para isso eu queria ser poeta.

Mas não sou…

                                      

                                                         .

A noite da paz

Queria conhecer a noite eterna

E nela adentrar

Deitar, adormecer na calma da escuridão

Do silêncio da ausência de vida

Calmamente, imergir no nada

E ali ficar

Sem a ansiedade de um novo amanhecer

Sem a angústias das dores da madrugada

Sem a nova manhã – que vai chegar

Sem um dia a mais – que vai chegar

Sem ter de sentir a dores – que vão chegar

Sem nenhuma decepção – que vai chegar

Sem ter de enfrentar problemas – que vão chegar

Apenas docemente adormecer sem pensar

Ouvindo minha interna música de acalanto

Sentindo o calor aconchegante de estar em paz

E assim morrer

E não amanhecer

Autoria desconhecida. Mas interessante.

Desconheço a autoria, mas, para quase tudo, só posso dizer: EU TAMBÉM. Moi aussi. Anche io. Yo también. Me too. Ich auch. Já také.

À Beira do Abismo |

Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo. 
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos. 
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso. 
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade… já tive medo do escuro, hoje no escuro “me acho, me agacho, fico ali”.
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de “amigo” e descobri que não eram… algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me deem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre! 
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. 
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: 
– E daí? EU ADORO VOAR!

Poesia da casa – Amor estranho

Ah, esse estranho amor que não se mostra

Não se assume, não demonstra

Na paixão explícita ele se esconde

Quer ser vivido sem compartilhar

Recebe com alegria, mas não se dá

Que não busca e não se aceita

Faz chorar, mas não suporta o pranto

Amor estranho como sol entre nuvens

Quando surge brilha forte e muito aquece

Depois se esquiva e simplesmente desaparece

Tão estranho esse amor, como a chuva na praia

Como estrelas na tarde ensolarada

Tal qual um pôr-do-sol que não precede a noite

Um triste rio de água parada

Um pássaro com asas temendo voar

Ou um barco sem leme que não pode atracar

Esse arco-íris interminável de contradições

Esse quero-não-quero do medo de querer

Do medo de se entregar, esse amor assim inseguro

Um amor estranho de tanto medo que tem de amar

(foto: Flaverson Sbardelatti, Rio Madeira)