A minha noventena

É incrível, quase inacreditável, hoje completo noventa dias de isolamento. Quarentena, ou melhor, noventena.

Até agora me pergunto como isso pode estar acontecendo… seria mesmo necessário toda essa quebradeira? Tanto desemprego, fome, desespero? Os números não confirmam essa necessidade, só demonstram que o pânico e a histeria incentivados pela mídia podre resultou em uma situação insustentável. É a pobreza, a miséria, chegando a galope.

E o povo, ah, pobre povo, ignorante e desinformado, só sabe o que está na folha e no jornal funeral.

Muito triste ver um povo acarneirado por anos de desmandos, conivente com a corrupção, que aplaude os ignaros e endeusa bandidos, sendo capturado para domesticação como se todos fossem porcos selvagens.

E, porcos que são, serão conduzidos para serem enterrados no buraco que ora cavam. E recebendo informações que pessoas foram contaminadas absolutamente isoladas dentro de casa. Onde está a verdade?

Assim, tristemente e sem convicção de que precisamos ficar em casa, enfrento esse 90º dia de isolamento. Sem voar, sem viver…

Distante de amigos, pessoas queridas, amadas, presa numa jaula invisível, sendo impedida de viver. Estou aqui, saudável, respirando, cumprindo todas as obrigações que me são impostas.

Mas viva, ah, isso eu não estou. Não sei viver confinada. Não nasci para ficar presa.

Quando irão devolver minhas asas?

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