Texto de Victor Fernandes

Se você sabe que das últimas vezes que cedeu e deu novas chances, acabou ainda mais machucada(o), por que ainda insiste?
Se você sabe que não recebe aquilo que tanto espera, por que ainda espera?
Se você sabe que chora muito mais do que ri, por que ainda permanece?
Se você sabe que pode ser feliz em outro lugar, por que não compra as passagens?
Se você sabe que merece mais, por que não vai buscar?
Você fica aí, acreditando que amar sozinha(o) vai trazer algum resultado, que a felicidade vai aparecer do nada, que a reciprocidade que você tanto espera vai surgir agora, sendo que ela(e) teve todo tempo do mundo para aparecer…
Eu sei que é algo bonito amar sem esperar algum retorno, mas mais bonito que isso é ser feliz com alguém, é ser amada(o) de volta, é ser cuidada(o), respeitada(o), incentivada(o) e até um pouco mimada(o)…
Dizem por aí que amor não depende de reciprocidade, óbvio, para nascer, amor nenhum precisa da reciprocidade…
Mas para crescer forte e saudável, fazer mais bem do que mal, ajudar a elevar e não a derrubar, tem que haver reciprocidade, caso contrário, é pedir para se machucar todos os dias um pouquinho…
Claro que também não dá para controlar o coração, dizer “ei, coraçãozinho querido, vamos amar outra pessoa ou, pelo menos, vamos ficar só com o amor próprio por enquanto?”
Mas é preciso ensinar o coração a caminhar em outra direção, mostrar pra ele que ali não há presente nem futuro, que o que se colhe ali é dor, e coração não nasceu para doer… Certo?
Você entende que tô falando isso pro seu bem?

(Imagem: banco de imagens Google)