Dias de vento, tempos de pipas

Hora sagrada – largar as tarefas e ir para a rua soltar pipa

Ventos de agosto. Pipas no céu sem nuvens.

Alegria da meninada. Quem empinava melhor a linda pipa?

Quanto mais alto vai a pipa, maior o risco de perdê-la.

Quanto mais alto vai a pipa, mais perfeito seu feitio…

Rabiolas ao vento. Balé de cores. Papéis, colas e varetas…

Olhos encantados se voltam para o infinito, ainda puros dos humanos sofrimentos

Saudade da infância, dos irmãos, dos amigos…

(Imagem: pintura de Cândido Portinari – “Meninos soltando pipas” – banco de imagens Google)