Podemos ser amigos simplesmente

Podemos ser amigos simplesmente, coisas de amor nunca mais. Amores do passado no presente repetem velhos temas tão banais. Ressentimentos passam como o vento, são coisas do momento, são chuvas de verão.         

Trazer uma aflição dentro do peito é da vida um defeito que se cura com a razão.   

Estranha no meu peito, estranha na minh’alma, agora eu vivo em calma: não te desejo mais.     

Podemos ser amigos simplesmente, amigos simplesmente nada mais.  (Chuvas de verão – Fernando Lobo)

Lindas a poesia e a sabedoria da letra dessa música, não é? Principalmente se na voz maravilhosa da insuperável e inigualável Maysa… para quem quiser conferir, essa e outras:

http://www.youtube.com/watch?v=sPrs9P1A1s4&eurl=http://blogdopromotor.zip.net/&feature=player_embedded

 

Atire a primeira pedra quem nunca quis reatar um relacionamento acabado.

E atire a segunda pedra quem nunca foi procurado por em ex para um revival.

Mas não adianta, porque o que acabou está morto, enterrado e não tem volta. Houvesse a mínima chance de dar certo,continuar, e não teria acabado.

É difícil muitas vezes por a pedra final e dizer: FIM, ACABOU.

Mas quando conseguimos dar esse passo, que alívio para a alma, para o coração, para a angústia.

A pior hora de um relacionamento é aquela em que sabemos, em que vemos que a relação precisa acabar e não temos coragem de matá-la.

Depois que ultrapassamos a linha do final, aí tudo fica fácil.

Mas muitos caem na tentação de um retorno, um encontro para lembrar os velhos tempos…

Acontece que o ser humano tem uma estranha capacidade de filtrar ao contrário, isto é, apagar do passado o que foi ruim e reter as lembranças boas. E aí começa o grande problema: um reencontro poderá desencadear não as coisas boas – que não eram tão importantes, não impediram o fim – mas as mágoas, as cobranças, tudo de ruim que levou ao fim do relacionamento.

E o gosto amargo será mais intenso do que na primeira separação, porque ainda por cima haverá o auto-desprezo pela fraqueza de não ter se mantido firme e falado não. Aí você pensa: porque fui aceitar essa volta, como sou fraco, podia passar sem esta, era certeza que não daria certo, se da primeira vez com todo o encanto não deu…

Porque a paixão, aquela paixão desenfreada, pura adrenalina, só acontece uma vez, é como água de rio: só naquele momento, porque depois já é outra água. A paixão só une o casal uma vez, desperdiçou, não tem volta.

É isso aí, fiquemos com o compositor, sem mágoas, sem cobranças: Podemos ser amigos simplesmente, coisas de amor nunca mais. Podemos ser amigos simplesmente, amigos, simplesmente, nada mais.

Viver

Caminante no hay camino, se hace camino al andar…

 

Viver intensamente, seguir adiante…

Mas como seguir se tantas coisas nos prendem e nos fazem permanecer no mesmo lugar na vida por tanto tempo, às vezes quase a vida inteira?

Esse é o truque de viver: seguir!

Não somos vegetais com raízes que têm que ficar sempre no mesmo lugar, nem grandes pedras ou montanhas que não se movem jamais.

Fomos feitos para seguir…

Romper com tudo que nos prende – e geralmente são fios mais finos que teias de aranha, mas nos acomodamos e nos deixamos prender pelo medo de enfrentar o que nos espera fora desse mundinho criado, conhecido e aparentemente inofensivo.

Depois que temos de coragem de ir, pela primeira vez, vemos que o mundo lá fora não é tão ameaçador assim, e – principalmente, oh felicidade! – que podemos ir.

A primeira vez é sempre marcante. Seja o primeiro dia de aula na nova escola, o primeiro dia de aula na faculdade, o primeiro dia do primeiro emprego, o primeiro dia no novo emprego, a primeira viagem sozinha de ônibus, de avião, de navio, mas primeira vez – e isso assusta.

Desde muito cedo temos que aprender a lidar com nossos medos. E vamos superando os mais óbvios – mas sempre ficam uns medinhos no fundo da alma que tanto atrapalham alguns quanto paralisam outros.

Não é fácil pela primeira vez sozinha pegar um avião e ir para longe, para estudar ou mesmo fazer turismo – mas sozinha mesmo, não é em grupo nem excursão, nem com desconhecidos. É totalmente só.

Depois que se vai a primeira vez parece que a cor da vida muda. Crescemos. E descobrimos que podemos tudo.

Vencer a primeira vez é a chave para realizar o truque de seguir.

Despir-se de preconceitos, idéias herdadas e tão arraigadas que fica difícil separar o que realmente pensamos ou o que os outros pensaram por nós.

Mudar de dentro para fora. Mudar por dentro tudo o que for preciso para assumirmos nossa vida, nosso querer, nossa personalidade. E daí que a família inteira joga tênis, se eu prefiro jogar futebol? Se a família inteira é católica se me encontro no seicho no ie; se todos estudaram medicina e eu prefiro arquitetura? Se todos se casam com pompa e circunstância e eu prefiro simplesmente viver junto com outra pessoa sem documentar o amor? Se minha bisavó fazia macarrão em casa e eu prefiro comer miojo?

Esses e outros fios das teias têm que ser rompidos, sem que isso implique em romper os laços familiares – esses, sim, são eternos e vigorosos. E mesmo quando eu marcho em outro passo porque escuto outro tambor eu mereço o respeito e apreço de todos. Respeitar as escolhas e as diferenças é tolerar, é amar incondicionalmente.

E muitas vezes exigimos esse respeito nas nossas escolhas mas não somos capazes de suportar a escolha do outro que o diferencia de nós, que o leva a dançar outra música porque não escuta a mesma que nós.

Então temos que primeiro nos reformular para aceitar os outros como são, e então exigirmos que nossas opções sejam respeitadas. E isso também é seguir, porque a partir desse momento poderemos viver plenamente nossa vida, sem interferência das imposições de terceiros.

Por que trilhar caminhos já tão batidos e desgastados, por tantos caminhado, se posso fazer meu próprio caminho, ao caminhar minha vida dia após dia?

Amar os outros? Sim, é preciso. Mas o mais importante na vida e SE amar.

E concluo: viver é maravilhoso. E pode ser melhor ainda. Depende de nós.

(05/02/09)

De namorar

Namoradas e namorados,

Tão enamorados…

Seguem de mãos dadas

Olhos nos olhos

Pensando no que virá

O futuro em comum

Começando com um sonoro

Felizes para sempre!!!!!

Namoradas e namorados,

Sempre tão enamorados

Não sabem que o tempo

Leva rápido a juventude

Chegará a idade da responsabilidade

Até mesmo se esquecerão que

Tudo começou com um

Felizes para sempre!!!!!!!!!!!!!!!!!

Aproveitem, namoradas

Aproveitem, namorados

Que tempo melhor não há

Namorar é intensidade

É leveza, é diversão

É apaixonar-se – 

a melhor parte da vida…

Aproveitem, namorem

Namorem muito, namorem bastante

E mesmo assim, um dia sentirão falta

De simplesmente namorar

Estar junto sem compromisso

Sem boletos nem cobranças

Vivendo sem amanhã

No embalo da paixão

Rotina

Sons que atravessam o espaço e trazem o sussurro do que foi perdido

Vento que vem de tão longe com o perfume de flores desconhecidas

Mostram que o mundo é pequeno, é só um, é esse único mundo

Os que sofrem coabitam o mesmo mundo dos felizes

Rastros de estrelas ainda brilham pelo espaço

Mesmo depois que o sol surgindo ameaça tudo apagar com sua luz

A lua tristonha e esmaecida desaparece por trás dos montes

Porque essa Terra gira e gira sem nunca parar

E sol e lua se alternam desde sempre e assim sempre será

E os homens esperam a cada dia o novo amanhecer

Acreditando que nessa rotina infalível está a felicidade

Se nada muda na natureza e as estações do ano

Se sucedem e trazem suas velhas novidades

Na vida de cada um tudo se altera e nada fica

Mas é preciso acreditar que tudo se manterá

E teremos, sempre a certeza de ver acontecer

A cada dia, seus passos, a cada noite, seus sonhos

Dia de Poesia – Estrela do mar

Mais que uma canção, uma poesia…

Um pequenino grão de areia
Que era um pobre sonhador
Olhando o céu viu uma estrela
E imaginou coisas de amor


Passaram anos, muitos anos
Ela no céu e ele no mar
Dizem que nunca o pobrezinho
Pode com ela se encontrar

Se houve ou se não houve
Alguma coisa entre eles dois
Ninguém soube até hoje explicar


O que há de verdade
É que depois, muito depois
Apareceu a estrela do mar.

(Marino Pinto/Paulo Soledade)

Ainda pelo Dia dos Namorados

para hoje

 

 

No dia dos namorados

Queria uma carta de amor

Uma carta escrita com carinho

Cheia de palavras de amor

Que viesse em um papel delicado

Com letra tremida de paixão

Tinta carregada de ternura

E perfume de muita saudade

Que aquecesse meu coração

Alegrasse minha existência

E que me provocasse

Na boca um terno sorriso

Enquanto dos olhos escorresse

Uma lágrima de emoção,

Trazida com muito cuidado

No bico de um rouxinol.

Mas se não puder mandar a carta

Se não gostar de escrever

Se não tiver esse papel, nem essa tinta

Se não souber essa letra e nem tiver

De emissário um rouxinol, não faz mal

Venha então pessoalmente

Para me dizer essas palavras

Com voz de muita paixão

E nos olhos muita ternura

Nas mãos não quero flores

Nem mesmo quero presentes

De nada que há em lojas eu preciso

Quero apenas mãos trêmulas de desejo

E um abraço que mate toda essa saudade.