
Chão de terra batida de minha infância
Cheiro de chuva molhando o capim
ao redor cantos de pássaros entre árvores
e na varanda o doce colo de minha avó
Chão de terra batida de minha alegria
Da liberdade que deixou tanta saudade
ao longe a cerca que se destinava
a me proteger de todos os perigos
Perigo era o poço d’água fundo e mal tampado
Perigo era a vaca brava que perseguia com seus chifres
Perigo era a máquina de triturar ração
– eram esses os perigos de minha infância
Chão de terra batida de minha lembrança
O café – tão lindo – secando no terreiro
o doce de leite sobre o fogão de lenha…
Chão de terra batida que nunca mais pisei!