Anotações de viagem _ Pompeia

11/01/2011 

 

Pompéia! Um sonho de infância conhecer Pompéia e o Vesúvio! 

Valeu a pena sonhar tanto, porque é maravilhoso estar neste lugar. 

Chuvisca, nada que atrapalhe o caminhar pelas ruelas desta cidade tão interessante.       

A erupção foi no ano 79 d.C. e já havia fast foods em Pompéia. 

Importante porto marítimo da época, cidade de comerciantes e tripulações variadas, vendiam comida pronta em lojas. Algumas resistiram ao tempo. Moderno, não? 

           

O curioso é que a lava do vulcão não atingiu a cidade para destruí-la. Apenas a intensa nuvem de cinzas a atingiu e cobriu, matando as pessoas asfixiadas.             

Os corpos permaneceram na posição em que as pessoas estavam, buscando fugir da chuva de cinzas ou ao menos proteger o nariz para conseguir respirar.            

                

 A cinza se solidificou e a cidade permaneceu adormecida – literalmente adormecida sob as cinzas do vulcão.  

No fim do século XVI, ao ser aberto um canal de irrigação no vale do rio Arno, ao escavarem sob o monte Civita foram descobertas algumas construções soterradas. 

Posteriormente no ano de 1748 começaram a investigar o que existiria no local, sob patrocínio do rei Charles de Bourbon, de Nápoles. 

Depois de cerca de quinze anos de investigações chegaram à conclusão que se tratava da lendária Pompéia, que teria existido de verdade. Somente em 1864, sob a batuta do arqueólogo Giuseppe Fiorelli todo o trabalho foi terminado e surgiu a encantadora Pompéia, silenciosa, preservada e trazendo farta história. 

E ali passamos quase um dia, visitando casas – desde as mais simples até a mais suntuosa que está aberta, com seus mosaicos, várias salas e inúmeros dormitórios, uma das únicas da época a possuir dois jardins, o que mostra a opulência de seu proprietário. 

Voltei no tempo, recordando os livros que já li sobre o fim de Pompéia. 

Vi um pouco de seu povo, que morto por asfixia, teve seu espaço vital preservado sob as cinzas, possibilitando fosse o corpo moldado em cera líquida, vários corpos expostos, mostrando a posição em que foram surpreendidos pela morte. 

As pedras das ruas de Pompéia… testemunha de um tempo passado que não voltará.

As placas de ruas com sinais, em razão do afluxo de marinheiros de muitas línguas que ali permaneciam esperando embarque… 

         

E a luminosidade única da cidade que um dia o vulcão, tão lindo, tão imponente e aparentemente inofensivo, pensou conseguir aniquilar…

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