Texto de Angela Caboz (Confissões de uma miúda gira) – Lembra-te de mim

Lembra-te de mim
Quando os teus braços pedirem um abraço
Quando os teus pés não derem um passo
Quando da tua boca não sair uma palavra
Quando o coração deixar de bater no compasso
Quando quiseres respirar e não tiveres espaço
Saberás então, por quem o teu corpo implora

Lembra-te de mim
Quando em ti não sobrar uma gota de saudade
Quando o sofrimento em ti se instalar
Quando começares a andar mais devagar
Quando já não te lembrares da tua idade
Quando o teu corpo sentir frio
E já não tiver ninguém para o aquecer
Saberás então, porque não corre água neste rio

Lembra-te de mim
Quando me vias sofrer lentamente
Quando não te sabia esquecer
Quando me prometias amar eternamente
Mesmo sabendo que isso não ia acontecer

Então, lembra-te de mim
Agora que vês o círculo do tempo a fechar
Agora que a glória já te abandonou
Agora que sabes com um vencedor vai acabar
Depois de ter tido tudo,
menos quem te amou

Lembra-te de mim
Como sendo aquela que enlouqueceu por amor
Mas a quem tu não soubeste amar
Lembra-te de que quem me matou não foi a dor
Mas sim, o amor que não me soube curar

Lembra-te mim
Porque te espero na última esquina da vida
Para te mostrar
que de ti, ainda não estou esquecida

Agora que o teu final está a chegar
E encontras todas as portas fechadas
Tentas falar,
mas quem é que te vai escutar?
Somente eu e o meu amor
Tudo o resto,
são agora apenas águas passadas
De quem te amou, apenas por favor…

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