Da morte

Dans l’Histoire des temps la vie n’est qu’une ivresse, la Verité c’est la Mort.

 

Não sou muito de pensar em morte, mas às vezes essa idéia vem e martela… 

Será que se percebe a aproximação da morte, ou só se encara a morte quando não tem mais jeito, quando ela realmente intercepta nossa trajetória por aqui? 

O que será que Jesus pensava enquanto caminhava rumo a seu calvário? Quando andei por lá, sentindo a emoção de pisar as mesmas pedras que meu Deus pisou, olhava para o chão do caminho entre o local do julgamento e da crucificação e essa idéia me martelava: o que Jesus pensava, será que ele realmente sabia da vida, da morte e da vida depois da morte? 

E quem morre de acidente, será que dá tempo de ver a morte chegar? Quem fica preso em um carro que cai no mar, que demora a morrer e não pode se salvar, o que será que pensa? 

Os passageiros dos aviões que caem – quase sempre à noite, em locais ermos, escuro total – será que eles vêem que já estão de frente para o além, que não voltarão mais ao mundo onde viviam até então? 

As vítimas que morrem baleadas, em assaltos, em homicídios, em tiroteios que não participam, o tempo que leva entre o tiro, a entrada da bala e a perda da consciência – será que dá tempo para pensar em alguma coisa? 

E os suicidas? O que eles pensam depois que dão início à execução da própria morte, será que se arrependem, mas já é tarde demais para voltar atrás? 

Estranha a morte, não se encaixa em nada do mundo dos viventes…

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