Nossas lutas

Il n’y a pas cinquante manières de combattre, il n’y en a qu’une, c’est d’être vainqueur. Ni la révolution ni la guerre ne consistent à se plaire à soi-même. (Andrè Malraux)

Quantas batalhas, quantas lutas, quantas guerras em nossas vidas. Incontáveis.

Diariamente travamos batalhas – desde a preguiça de se levantar e vontade de ficar mais um pouco no aconchego do leito, até a necessidade de largar tudo e ir dormir por uma questão de saúde.

Pensamos que somos livres, donos de nossas vontades. Mas sucumbimos, das necessidades mais simples, até às difíceis escolhas em fazermos nossos próprios caminhos.

As escolhas não são exatamente positivas – sempre quando escolhemos algo, deixamos de ter ou seguir outra coisa. Escolher, portanto, exige renúncia. Ou não seria escolha.

Se estamos seguindo em uma direção, e escolhemos derivar à direita, automaticamente renunciamos a continuar em linha reta ou seguir à esquerda.

Quando o beija-flor se aproxima de uma única flor para sugar seu néctar, está renunciando a todos os milhares de outras flores existentes.

Por isso a importância de se visar o objetivo final, e direcionar nossas forças para o bom combate. Porque não entramos na luta para perder nem para desistir. Guerreiro nunca desiste. Luta até o fim. E busca a vitória, não se luta para alcançar a derrota.

Quem entraria numa batalha para dela sair derrotado? Em todas as lutas sempre haverá o vencedor e o derrotado, isso é inevitável. E, se já é triste perder lutando, entrar para perder, ou ser derrotado sem lutar é a desonra total.

O importante é selecionar as batalhas, porque a finalidade é a vitória plena e total. Não dispersar energia e força em batalhas fúteis ou inúteis, mas poupá-las para as verdadeiras lutas da vida, independentemente do que se perderá quando se alcançar a vitória.

Porque, quando se escolhe uma meta a ser alcançada, e digna de batalhar por ela, renuncia-se a todas as outras.

É preciso escolher a montanha que queremos escalar, e desistir de escalar as outras. Mas com cuidado, porque é muito triste escalar a montanha errada.

E, não ter preguiça, não deixar o desânimo dominar, e, a cada dia, se dispor a disputar a luta daquele dia.

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