Dia de Poesia – Cândido Arouca – Para sempre

Quando dissemos que era para sempre não precisámos de assinar um papel,
de jurar fidelidade,
até que a morte nos separe!
Quando dissemos que era para sempre jurámo-lo com o olhar,
selámo-lo com um beijo.
Eu dentro de ti,
tu receptiva à minha penetração!
Há lá jura melhor!
Contrato algum tem mais valor?
E não foi um “para sempre” dito da pele para fora.
Foi um “para sempre” vindo do coração,
que percorreu todas as artérias,
todas as veias,
todos os capilares.
Que aflorou a cada um dos poros e desaguou nas nossas bocas.
Não fizemos juras,
não prometemos nada,
não exigimos impossíveis,
não fizemos pactos,
não imitamos padrões.
O nosso compromisso assenta apenas numa premissa;
que hoje não nos amamos o suficiente,
que amanhã nos vamos amar mais,
e assim sempre,
todos os dias da nossa vida.»