Expressões

Usamos expressões populares sem nos darmos conta de seu real significado.

Assim, por exemplo, quando você fala que vai “Tirar uma soneca”. Tirar de onde? Da carteira, da bolsa? Tirar de quem? No máximo você vai dormir um pouco. Mas não vai tirar nada de ninguém.

E “Pregar uma peça”? pregar que peça? De carro, de roupa? Pregar onde, na parede, na porta? O que acontece é que você vai fazer alguém de bobo e se divertir por isso. Sem pregar nada em lugar nenhum.

Algumas pessoas dizem que vão aproveitar o final de semana para “Pegar uma praia”. Como assim? Pegar a praia e colocar em que lugar? Não podem simplesmente ir à praia e a aproveitar lá mesmo onde ela está?

Outros dizem que vão “Puxar uma palha”, mas a única coisa que fazem é ir dormir sem puxar nada.

Também quem costuma “Rodar a baiana” – nem rodar nem baiana. Apenas provocar um escândalo, constranger os outros com comportamento descontrolado. Não roda ninguém.

Há ainda pessoas que vivendo falando em “Fazer uma vaquinha” – na verdade, vão pedir dinheiro para outras pessoas. Sem nenhuma contraprestação. E não tem vaca nem vaquinha no meio. É quase extorsão.

Às vezes se ouve que alguém saiu tão nervoso, querendo “Comprar briga”. Pergunto: onde vende briga? Para que sair e gastar, se pode brigar de graça em casa, sem comprar nada?

Alguns vão à praia “pegar onda”. Mas o que se vê, na verdade, é a onda pegando todos. Nunca vi ninguém saindo do mar levando uma onda que pegou, mas já vi pessoas sendo levadas para o mar pela onda que as pegou…