Texto atribuído a Frida Kahlo – Não vou te pedir nada

Eu não vou te pedir que me dê um beijo. Nem que peças perdão quando acredito que o que você fez foi mal ou que tenha se equivocado. Tampouco vou pedir que me abraces quando isso seja o que mais necessito, ou que me convide a jantar no dia do nosso aniversário.

Não vou te pedir que venhamos a recorrer o mundo, a viver novas experiências, e muito menos vou te pedir que me dê a mão quando estejamos na metade dessa cidade.

Não vou te pedir que me digas o quão bonita estou, ainda que seja mentira, nem que me escrevas nada belo. Tão pouco vou te pedir que me chames para contar como foi o seu dia, nem que me diga que sente a minha falta.

Não vou te pedir que me agradeças por tudo que faço por ti, e que se preocupes comigo quando os meus ânimos estão no chão, e claro, não pedirei que me apoie em minhas decisões. Tão pouco vou pedir que me escutes quando tenho mil histórias para lhe contar.

Não vou pedir que me faças nada, nem sequer que fique ao meu lado para sempre.

Porque se tenho que lhe pedir, já não o quero!

Tempo

O tempo, atemporal, nada nos pergunta nem nos concede

Apenas, inexorável, nos vê passar

O tempo é passado, é presente, é futuro

É tudo e é nada, nos busca e nos leva

Ah tempo, não quero passar

Quero ficar, permanecer, estagnar

Não quero as noites sucedendo os dias

Não quero marcar anos em calendários vividos

Traz de volta, tempo, meus dias, meus anos

Passei sem viver, sem ver, sem gozar

Onde está minha vida, minha juventude?

Traz de volta, tempo, minha vida

Foi muito rápido, não vivi tudo o que queria

Deixa-me voltar, tempo, aos anos já idos

Deixa-me viver mais devagar uma vida nova

Tempo, sua crueldade me assusta

Eu passei, tempo, e você, impassível,

Não me alertou que o fim se anunciava

Deixa, tempo, que eu volte

Não vivi tudo o que pretendia…

Mundo moderno, vida atual

Conexão de rede global. world wide web, conexão de linhas a | Vetor Premium

Depois de mais de uma semana com pane nos sistemas de rede da minha casa, volto à vida virtual.

Simplesmente não havia sinal porque um aparelho de certa marca, que deveria espalhar o sinal da internet, estava interrompendo a saída da rede. Detalhe: não tenho esse aparelho instalado na minha rede. Nem na central onde entra a internet nem nos demais sistemas instalados na casa. Era um aparelho fantasma.

Mas, deixando o mistério de lado, problema resolvido, aqui estou novamente, devidamente enredada.

Não se há questionar se é melhor ou se é pior viver sem internet. Atualmente é impossível.

Precisava pagar a anuidade do meu sindicato – cuja única função é cobrar a anuidade.

Ontem fui até a sede. Atendida, fui informada que o pagamento precisava ser através do site. Que o escritório não podia imprimir o boleto.

Ok, pensei. E como fazer isso sem internet? E hoje era o último dia para pagar a anuidade com desconto.

E os demais boletos – desde as taxas de condomínio até o boleto das entregas do laticínio, tudo enviado por e-mail.

O banco não quer fazer atendimento presencial. Manda para o atendimento online.

Em síntese, vivemos online, ainda que detestemos que seja assim. Não há saída.

Claro que a caixa de e-mail estava atoladíssima de mensagens. Sérias, bobagens e spans.

E, mais claro ainda, que praticamente apaguei tudo sem ler, com exceção dos boletos…

Não gosto da vida virtual.

Gosto de viver de verdade.

Mas reconheço que, nesse mundo moderno e, em especial, em tempos de isolamento social em razão da pandemia da peste chinesa, temos de ter uma parcela de vida virtual, ou estaremos socialmente mortos…

Quero-te – texto de autoria desconhecida

Quero-te como o ar que respiro

com a urgência das manhãs

e dos gestos desfeitos

Quero-te com a imensidão das coisas feitas

e das coisas por fazer

com as luas e com os sóis 

ainda por acontecer

Quero-te querendo-te

assim sem mais explicações

sem vírgulas, sem pontos

nem reticências

Quero-te pela cor da pupila

desenhando-me sorrisos

e inventando-me caminhos

“Querote”, assim junto, sem qualquer traço

porque não permito que nada nos afaste ]

nem se meta de permeio

entre o teu abraço 

e o meu

(desconheço a autoria)

Um poema para você…

Eu queria ser poeta para falar da minha paixão

e assim conseguir mostrar meu amor por você;

eu queria escrever um poema usando a caneta da alma  

e a tinta do sangue do sentimento mais doce. 

Escrever sobre o brilho ímpar dos seus olhos

da meiguice de suas mãos e do gosto único da sua boca   

Descrever o arrepio que me percorre todas as vezes em que você

me enlaça e me aperta em um abraço de ternura e me  beija  

Do torvelinho de sentimentos que me confundem, me arrebatam

E me fascinam e me fazem sonhar  quando penso em você       

Da saudade doída que não me deixa um só instante nessa vida

E da vontade de você que me persegue em todos os segundos

 Se eu fosse poeta eu descreveria tudo isso em um poema

que pudesse traduzir em palavras tudo o que sinto

Escreveria sobre nossos sonhos e todos os nossos planos  

Sobre a esperança de estarmos sempre juntos nessa vida

e assim um dia, felizes, morrermos no abraço final     

Escreveria da alegria de ouvir sua voz e sua risada todos os dias

E da ansiedade ao ouvir seus passos a cada volta sua  

Se eu fosse poeta escreveria um poema vindo direto do coração

Só para poder dizer, todos os dias, com emoção,

O quanto eu amo e vivo apenas porque você existe

E ainda escreveria que você é a imagem da minha felicidade      

Queria ser poeta para conseguir, apenas com minhas palavras,

não só falar de amor, mas também tocar seu coração

E que quando você lesse esse meu poema, escrito para você,

pleno de pura paixão, escrito com a essência de minha alma,

Você olhasse longamente no fundo nos meus olhos,

e entre lágrimas, emocionado, dissesse: Te amo!

Só para isso eu queria ser poeta.

Mas não sou…

                                      

                                                         .

A noite da paz

Queria conhecer a noite eterna

E nela adentrar

Deitar, adormecer na calma da escuridão

Do silêncio da ausência de vida

Calmamente, imergir no nada

E ali ficar

Sem a ansiedade de um novo amanhecer

Sem a angústias das dores da madrugada

Sem a nova manhã – que vai chegar

Sem um dia a mais – que vai chegar

Sem ter de sentir a dores – que vão chegar

Sem nenhuma decepção – que vai chegar

Sem ter de enfrentar problemas – que vão chegar

Apenas docemente adormecer sem pensar

Ouvindo minha interna música de acalanto

Sentindo o calor aconchegante de estar em paz

E assim morrer

E não amanhecer