Filosofando com tristeza

A morte não é a maior perda da vida.

A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos…

(Pablo Picasso)

 

 

 

Tema recorrente, a decepção.

Quantas e quantas vezes um coração é capaz de sobreviver a uma decepção?

Qual a pior decepção – no amor, na família, nas amizades…

Há uma decepção pior ou melhor que a outra?

Se tudo for decepção, será possível continuar vivendo mesmo assim?

São infinitas as perguntas.

Mas não tenho as respostas.

Quanto a mim, remendando aqui e acolá esse velho coração tão judiado, tenho conseguido lidar com tantas tristezas e decepções. Sem choro, sem desespero. Com minha fonte inesgotável de defesa para me manter viva e em paz.

E sem perder nem a doçura nem a vontade de ser feliz e fazer o outro feliz.

Como suporte, desenvolvi o mecanismo da morte em vida: quem me decepciona além de um ponto determinado na minha escala de suportar os seres humanos, simplesmente morre para mim.

Morre definitiva e irremediavelmente. Seja amor, seja familiar, seja amigo. Morre uma única vez. Morre em vida.

Ultimamente vi morrer em vida pessoas que muito prezei em minha vida. Mas ultrapassaram todos os pontos da escala de suportabilidade de atos alheios…

Então morreram em mim. Sem flores, sem enterro, sem choro.

Para sempre.

 

(Escrevi esse texto aos 01/06/2015 , mas continua tão atual, parece que escrevi ontem, hoje, essa madrugada… então resolvi postá-lo hoje. Porque a realidade continua sempre igual). 

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