O som do silêncio

Le silence est l’élément dans lequel se forment les grandes choses.

(Maurice Maeterlink)

 

 

O silêncio aqui no escritório é quase absoluto. Se não estou digitando só ouço o tiquetaquear do relógio da estante.

Gosto dessa ausência de sons, gosto de ouvir meus pensamentos quando converso comigo mesma. Não sei se estou ficando velha, mas a cada dia estou mais seletiva nas conversas, nas palavras, nos sons.

Tem sido muito difícil suportar festas, sempre com música estridente e alta demais. Já não se conversa com amigos nos jantares e festas. Fica todo mundo com cara de paisagem aguentando um barulho insuportável de um som ruim mil vezes ampliado em potentes caixas. Que não agrada ninguém.

Há algum tempo, tentando fazer compras em uma loja da Arezzo e quase não conseguia ficar lá dentro de tão ruim a música dita “ambiente”. E a explicação da gerente local é que se trata da rádio Arezzo, igual em todas as lojas. Mudei de marca…

E não entendo as pessoas que necessitam de barulho para viver, pessoas que mantém a televisão ligada – em alto som, para não se sentirem sozinhas…

Abrem mão de dois bens que são duas verdadeiras preciosidades para mim: o silêncio e a solidão.

O silêncio que faz aflorar o pensamento límpido, clareia as ideias, nos põe em contato direto com nosso ser interior de maneira calma e frutífera.

E minha grande amiga e companheira, a solidão, que permite que tudo isso aconteça…

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