Metamorfose

Vivia encolhida, sem luz, sem ar. Presa na armadilha que o destino lhe preparara. A insegurança a dominava, limitada ao escuro da existência sem futuro, sem alegrias.

Mas, em seu âmago, crescia um sentimento novo: uma paixão ardente, descontrolada, que, naquelas condições, não podia ser vivida.

Subitamente sentiu que era hora de romper com tudo que a limitava. Porém, enfrentar o desconhecido poderia significar sua morte. Não podia ter certeza se sobreviveria.

                                            

De certa forma, morreu ali mesmo, porque, ao romper o casulo que a prendia, a pesada lagarta, feia e disforme, perdeu sua existência, no exato instante em que, colorida, leve e cheia de alegria, a linda borboleta alçou seu primeiro voo.

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