Escola

As escolas começaram com um homem embaixo de uma árvore, que não sabia que era professor, discutindo suas percepções com uns poucos que não sabiam que eram alunos.(Louis Kahn)

Interessante essa ideia da origem da escola – e do professor e do aluno.

Em que momento surgiu a escola, ou a ideia de escola, se, desde o primeiro momento da vida se começa a aprender – e há alguém a nos ensinar?

Ou escola é só aquela formal, quando o professor se propõe, como missão de vida, a ensinar a vários alunos?

Todos somos alunos e somos professores nessa vida.

A mãe é a primeira e grande mestra. Praticamente ensina ao filho, desde seu nascimento, tudo o que ele precisa saber para viver nesse mundo hostil fora de seu útero.

Então já nascemos alunos.

Mas ensinamos à mãe o que é o amor de um filho, o que é a alegria de um lar. Daí nos tornamos professores.

Os irmãos se ensinam. Tudo. Desde amizade, camaradagem, agressão e defesa pessoal, até as mais difíceis equações da matemática.

Entre irmãos somos professores e alunos.

A pessoa mais simples, com menos estudo possível, poderá ser sábia, e nos dar grandes lições de vida e resiliência. Mais sabedoria que muito professor titulado.

E tudo o que sabemos, ainda que pouquíssimo, poderemos ensinar àqueles que sabem ainda menos do que nós.

Às vezes um pequeno gesto ensina mais que muita profusão de estudos e palavras complicadas.

Aprendemos com as pessoas, na família, no trabalho, no ponto de ônibus, na praia…

Ensinamos por todos os lugares pelos quais passamos. Podemos até mesmo ensinar o quem nem sabíamos saber.

De que adianta aprender e saber se não for para ensinarmos?

Qual a finalidade de se guardar tudo o que se aprende?

E, quanto mais ensinamos, mais aprendemos.

Quanto mais dividimos o que sabemos, mais adquirimos saber.

Hoje não há mais escolas. Cada um pega seu computador e vai para um canto. Não sabemos se os denominados alunos estão aprendendo. Só avaliaremos essa situação daqui uma década ou duas, quando esses alunos forem os profissionais de amanhã.

Mas aquele homem, aquele primeiro homem que resolveu formalmente dividir suas dúvidas com seus amigos, estava personificando a mais nobre ação que um ser pode desenvolver: ensinar.

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