Texto de Marco Antonio Ferreira Lima

Se tiver vontade de amar: ame.

Se sentir saudade: reveja, faça, aja!

Haja? Ah! Já?

Se quiser beijar: beije.

Os fragmentos de vontade trazem ecos perdidos na vida, já efêmera desde sua formação.

O tempo nunca aplaca o amor. Talvez na sua crueldade só o aumente.

Com a força de fazer doer.

Aflora a saudade, a vontade do beijo, o conforto do abraço…

Tempestade. Já foi desejo de chuva.

Vapor já foi apenas água que se perdeu no ar.

Semente fez flor.

A leveza da vida foi par do amor.

Monossílabo da dor. Composições curtas.

Frases tolas, sem sentido.

Por isso acho que amo.

Ridículo ao expor um coração cantado por uma nota só.

Cortado e dissecado.

Iludido.

Perdido.

Deixo o coração gritar.

Seu pulso não é o suficiente.

O verbo que já se disse intransitivo, é duro, difícil. Mas seu tempero, equilíbrio não.

Que para as favas vá a razão.

Prefiro amar, sem o juízo da simples paixão.

Vejo, distante, o chão …

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