Vivências

Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante. (Saint Exupéry)

Há dias ensolarados que nos parecem sombrios. E dias chuvosos que nos parecem ensolarados.

Os sentimentos dizem muito mais que a própria meteorologia. É a alegria, é a felicidade, o que realmente importa.

Nunca alguém reclamou que teve um dia de chuva em Paris ou em Milão.

Para mim, em especial, se estou na praia – bem acompanhada, frise-se – pode chover à vontade que não importa.

E muitas vezes, em casa, há um sol que objetivamente é maravilhoso, mas continuo com frio e no escuro.

Daí procuro e vejo que tanto o frio quanto o escuro estão dentro de mim, da insatisfação que estou sentindo, da vontade louca de estar em outro lugar…

E sei que a vida se assemelha a uma moeda: tem os dois lados, indissociáveis, para termos o valor temos que ter o verso dele – é cara e coroa em tudo.

O pior é saber que nossas escolhas muitas vezes nos traem e conseguimos exatamente o que buscávamos, mas vemos que buscávamos não o que queríamos.

Antes da escolha é preciso estar bem certo se estamos buscando o que queremos, porque depois que alcançamos o buscado, é com ele que conviveremos sem alternativa.

Há algumas fases da vida que nos põem em confronto com o que temos, o que queremos e o que deveríamos ter e querer.

É terrível chegar no topo da montanha errada.

 

 

2 comentários em “Vivências

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